O que muda na prática
O ciclo 2026 do programa já está em andamento: o envio de propostas pode ser feito até 30 de julho de 2026, prazo ajustado em função do calendário eleitoral. No primeiro ciclo, realizado em 2025, foram apresentados 952 projetos distribuídos por 26 unidades da Federação, somando R$ 2,2 bilhões em investimentos pleiteados — um volume que evidencia a ampla adesão do setor privado e da sociedade civil à agenda da economia circular.
Com a permanência garantida pela Câmara e a dedução ampliada para 4%, a expectativa é que o próximo ciclo atraia ainda mais capital privado para projetos de gestão de resíduos, fortalecimento de cooperativas e infraestrutura de reciclagem.
Por que isso interessa a quem já está na operação
Captar recurso via LIR não depende só de ter um bom projeto — depende de comprovar, com dados organizados, o histórico operacional que sustenta a proposta. Volume coletado, destinação, rastreabilidade documental: tudo isso vira argumento na hora de submeter um projeto e prestar contas depois.
Quem já mantém esse controle estruturado no dia a dia não precisa reconstruir um histórico às pressas quando a janela de captação abre. Só precisa exportar o que já tem.
O incentivo é temporário. A organização dos dados não pode ser.
A permanência da LIR é uma boa notícia para o setor, mas o benefício só chega a quem consegue comprovar sua operação de forma consistente. Isso não se resolve em uma semana antes do prazo — se constrói ao longo do ano, com cada coleta, cada MTR, cada tonelada registrada corretamente.
(Fonte: Câmara dos Deputados / Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima)


