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O Brasil ainda queima resíduos em 4,7 milhões de domicílios. O que isso significa para as empresas?

O Brasil avançou na coleta de resíduos, mas a realidade por trás dos números mostra um cenário muito mais complexo do que parece. Em 2024, a coleta direta de lixo alcançou 86,9% dos domicílios urbanos, segundo dados oficiais do IBGE. À primeira vista, esse percentual sugere que o país está caminhando para uma estrutura mais eficiente — mas existe um dado que muda completamente essa percepção: 4,7 milhões de domicílios ainda queimam seus resíduos ou descartam de forma irregular.

Essa prática, comum em regiões sem cobertura adequada, revela fragilidades profundas na base da gestão ambiental do país. E embora muitas vezes interpretado como um problema restrito ao ambiente doméstico, esse cenário tem impactos diretos sobre empresas que dependem de dados confiáveis, contratos com transportadores, comprovação de destinação e previsibilidade operacional.

A contradição brasileira: coleta crescente, destinação insegura

A alta cobertura de coleta urbana cria a sensação de que os resíduos “estão sendo gerenciados corretamente”. No entanto, a queima irregular e o descarte clandestino mostram que ainda existe um enorme distanciamento entre coleta e destinação segura.

Quando há falhas na base — municípios sem estrutura, ausência de centralização de registros, lacunas na fiscalização — toda a cadeia de resíduos se torna vulnerável. Esse risco não fica limitado ao setor público:
ele chega às empresas, que precisam comprovar volume, rota, destinação e conformidade perante órgãos ambientais e auditorias.

Por que isso importa para empresas?

1. Inconsistências regionais afetam transportadores e destinos

Mesmo que a operação esteja organizada internamente, o que acontece no entorno influencia diretamente a rastreabilidade.
Cidades com estrutura frágil podem gerar atrasos de destino, perda de documentação ou falta de comprovação oficial.

2. A falta de dados confiáveis aumenta riscos em auditorias

Se o município não registra corretamente a destinação, a empresa pode ter dificuldades para comprovar aquilo que entregou — mesmo tendo seguido todos os procedimentos de forma correta.
É um risco silencioso, mas real.

3. Falhas na destinação pública geram pressão regulatória e custos maiores

Quanto maior a irregularidade na base, maior a tendência de órgãos estaduais e federais reforçarem fiscalizações e exigências de comprovação.
Isso significa mais documentos, mais detalhes e mais necessidade de controle interno.

Empresas precisam acompanhar mais do que apenas o “seu” resíduo

O panorama atual mostra que a gestão ambiental empresarial não depende somente do resíduo gerado dentro da operação, mas também da qualidade dos dados da cadeia onde ela está inserida: municípios, transportadores, destinadores, sistemas de registro e documentação oficial.

A visão tradicional — “fiz minha parte, entreguei o resíduo” — já não acompanha a complexidade atual.
Hoje, as empresas precisam saber onde, como e em que condições a destinação realmente acontece.

Isso exige:
• controle documental
• conferência de divergências
• rastreabilidade ponta a ponta
• centralização dos registros
• dados auditáveis

Clareza é vantagem competitiva

Para empresas que precisam comprovar conformidade, transparência e responsabilidade, a falta de dados confiáveis na base pública reforça a necessidade de controle próprio.
O ambiente está mais exigente, e quem opera apenas no nível mínimo fica vulnerável.

A Vision Resíduos acompanha diariamente dados, tendências e atualizações do setor para ajudar gestores a operarem com clareza e segurança.
Informação estruturada deixa de ser “bom ter” e se torna essencial para proteger a operação, reduzir riscos e garantir decisões assertivas.

 

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